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Regeneração Tecidual na Periodontia: Recuperando os Tecidos de Suporte dos Dentes

Regeneração Tecidual na Periodontia: Recuperando os Tecidos de Suporte dos Dentes

Recuperando os Tecidos de Suporte dos Dentes

Regeneração tecidual na periodontia é uma abordagem avançada que visa recuperar os tecidos de suporte dos dentes danificados pela doença periodontal. Essa técnica inovadora oferece esperança para aqueles que sofrem com a perda óssea e retração gengival, permitindo a reconstrução dos tecidos periodontais e a restauração da saúde bucal. Neste artigo, exploraremos como a regeneração tecidual na periodontia funciona e quais estratégias podem ser empregadas para obter resultados bem-sucedidos.

1. O que é regeneração tecidual na periodontia?

A regeneração tecidual na periodontia refere-se a um conjunto de técnicas e procedimentos que visam restaurar os tecidos de suporte dos dentes, incluindo o osso alveolar e o ligamento periodontal. Essa abordagem busca promover o crescimento de tecidos periodontais saudáveis e a regeneração de estruturas perdidas devido à doença periodontal.

2. Técnicas utilizadas na regeneração tecidual

— Enxertos ósseos: os enxertos ósseos são frequentemente utilizados para estimular o crescimento do osso alveolar. Eles podem ser obtidos a partir do próprio paciente (enxerto autógeno), de um doador (enxerto alógeno) ou de materiais sintéticos (enxerto sintético). Esses enxertos fornecem um suporte estrutural e estimulam a regeneração óssea.

— Membranas de barreira: as membranas de barreira são utilizadas para isolar e proteger a área de regeneração, permitindo que as células regenerativas se desenvolvam sem interferências externas. Essas membranas podem ser reabsorvíveis ou não reabsorvíveis, dependendo do caso clínico.

— Fatores de crescimento: os fatores de crescimento, como a proteína morfogenética óssea (BMP) e o fator de crescimento derivado das plaquetas (PDGF), são aplicados para estimular a regeneração de tecidos periodontais. Eles desencadeiam a proliferação celular e a diferenciação dos tecidos, promovendo a regeneração.

3. Estratégias para aumentar as chances de sucesso

— Controle da doença periodontal: antes de iniciar qualquer procedimento de regeneração tecidual, é fundamental controlar a doença periodontal ativa por meio de terapias periodontais convencionais. Isso envolve a remoção de placa bacteriana e tártaro, bem como a educação do paciente sobre a importância da higiene oral adequada.

— Planejamento cuidadoso do caso: cada caso de regeneração tecidual é único, e um planejamento cuidadoso é essencial. Isso inclui avaliar a extensão da perda tecidual, a qualidade óssea remanescente e a estabilidade periodontal geral. Um plano de tratamento personalizado deve ser desenvolvido levando em consideração as necessidades específicas do paciente e os objetivos desejados.

— Uso de materiais e técnicas avançadas: a utilização de materiais de regeneração tecidual de última geração, como biomateriais bioativos e de liberação controlada, pode aumentar a eficácia da regeneração. Além disso, o uso de técnicas minimamente invasivas, como a cirurgia guiada por computador, pode otimizar os resultados e acelerar a recuperação do paciente.

— Acompanhamento pós-operatório adequado: o acompanhamento cuidadoso após o procedimento de regeneração tecidual é essencial para monitorar a evolução do tecido regenerado. Isso envolve visitas regulares ao periodontista para avaliar a saúde periodontal, realizar exames de imagem e fazer ajustes no tratamento, se necessário.

Conclusão

A regeneração tecidual na periodontia oferece esperança para aqueles que enfrentam problemas de perda óssea e retração gengival devido à doença periodontal. Com técnicas avançadas e materiais inovadores, é possível recuperar os tecidos de suporte dos dentes e restaurar a saúde bucal. Consulte um periodontista qualificado para avaliar a viabilidade da regeneração tecidual no seu caso específico e descubra como essa abordagem pode melhorar sua qualidade de vida.

Referências:

1. Cortellini P, et al. Regeneração periodontal comparada à cirurgia de retalho de acesso em defeitos intra-ósseos humanos: acompanhamento de 20 anos de um ensaio clínico randomizado — retenção dentária, recorrência de periodontite e custos. J Clin Periodontol. Mai de 2021; 48(5): 652 – 663.

2. McGuire MK, Nunn ME. Avaliação de defeitos de recessão humana tratados com retalhos coronalmente avançados e purificado de fator de crescimento derivado de plaquetas humano recombinante-BB com beta-trifosfato de cálcio ou tecido conjuntivo: exame histológico e tomográfico microcomputadorizado.

3. J Periodontol. Out de 2009; 80(10): 1559 – 1569.

Needleman IG, et al. Resultados relatados pelo paciente para regeneração tecidual guiada comparada à cirurgia de retalho de acesso para defeitos periodontais infrabucais. Cochrane Database Syst Rev. 29 de Out de 2018; 10(10):CD010255.

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QUALIDADE DOS COMPONENTES MICROPLANT SÃO APROVADAS EM PESQUISA DA USP

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Melhor índice de intercambialidade entre marcas

O estudo realizado pela equipe de prótese e pós-graduandos do Departamento de Prótese da Faculdade de Odontologia da USP – Universidade de São Paulo, no qual se apresenta o resultados de que os componentes produzidos pela Microplant apresentam melhor índice de intercambialidade entre marcas.

O presente estudo foi elaborado por Piero Rocha ZANARDI, Bruno COSTA, Roberto Chaib STEGUN, Newton SESMA, Matsuyoshi MORI e Dalva Cruz LAGANÁ e avaliou a intercambiabilidade dos componentes protéticos de implantes de hexágono externo medindo-se a precisão da interface implante/pilar com microscopia eletrônica de varredura.

Foram utilizados dez implantes para cada uma de três marcas (SIN®, Conexão®, Neodent ®) com seus respectivos pilares (base metálica de CoCr, rotacional e não rotacional) e um de marca alternativa (Microplant®) em um arranjo com todas as combinações de implante/pilar possíveis. O valor de referência para a intercambiabilidade das várias marcas de componentes foi definido pela diferença do pilar original para com seu respectivo implante.

Os resultados sugerem que a marca Microplant® seria a única que apresentaria compatibilidade com todos os sistemas, enquanto as outras marcas não seriam completamente intercambiáveis.

Fonte: https://microplant.com.br/compatibilidade-e-vantagens/

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Biomaterial feito de colágeno e açúcar de algas se mostra capaz de estimular a regeneração óssea

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Resultados de experimentos “in vitro” com células ósseas sugerem que o composto tem potencial para substituir ossos naturais em defeitos e implantes

Constatação foi feita por pesquisadores da USP por meio de experimentos "in vitro" com células ósseas. Resultados sugerem que o composto tem potencial para substituir ossos naturais em defeitos e implantes - Foto: Arquivo dos pesquisadores/Fapesp

*Texto por Julia Moióli

Estudo conduzido na USP revela que um novo biomaterial, produzido com colágeno e carragenana (substância extraída de algas), pode estimular localmente respostas mineralizantes de células ósseas in vitro, demonstrando potencial para substituir com sucesso ossos naturais em implantes realizados para tratar traumas ou patologias, como osteossarcoma. O novo biomaterial, descrito recentemente em artigo na revista Biomacromolecules, foi desenvolvido por pesquisadores do Laboratório de Físico-Química de Superfícies e Coloides da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, apoiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Atualmente, o padrão-ouro para implantes ósseos é a utilização de materiais autógenos, ou seja, retirados do corpo do próprio paciente. Esse processo, no entanto, carrega dificuldades: requer uma cirurgia adicional, com o risco de infecções, e nem sempre pode ser utilizado em grandes áreas. A principal tendência para superar esses problemas é o desenvolvimento de materiais artificiais que repliquem com similaridade, segurança e eficiência a complexidade da estrutura óssea, como este composto de colágeno tipo 1 (proteína mais abundante na matriz óssea) proveniente de bovinos ou suínos e de carragenana. Essa última substância se assemelha ao sulfato de condroitina, que é um dos compostos presentes nos ossos naturais e tem a função de organizar e mineralizar a matriz óssea e promover a adesão celular.

 

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Viabilidade

Para testar sua viabilidade e potencial, cientistas cultivaram em laboratório osteoblastos (células responsáveis pela formação da matriz óssea mineralizada) de duas formas: apenas com colágeno e com colágeno e carragenana. Imagens de microscópio da cultura de osteoblastos com colágeno e carragenana revelaram a presença de uma rede densa e uniforme de fibrilas entrelaçadas em sua superfície e fibrilas de colágeno com alinhamento semelhante aos tecidos conjuntivos densos. Os pesquisadores observaram ainda aumento na expressão de genes codificadores de proteínas relacionadas à mineralização óssea, como fosfatase alcalina (Alp), sialoproteína óssea (Bsp), osteocalcina (Oc) e osteopontina (Opn).

Ana Paula Ramos, coordenadora do estudo - Foto: Lattes

“Nossos resultados mostraram que a combinação de carragenana e colágeno estimulou melhor as respostas mineralizantes das células do que apenas o colágeno, validando in vitro a hipótese de que a presença de um componente semelhante quimicamente e estruturalmente a um dos compostos encontrados nos ossos junto com o colágeno é fundamental no processo”, afirma Ana Paula Ramos, professora do Departamento de Química da FFCLRP e coordenadora do estudo. “A ideia agora é realizar testes in vivo para avaliar a possibilidade e a segurança de preencher qualquer tipo de defeito ósseo com esse biomaterial.”

 

Entre as principais vantagens do polissacarídeo extraído de algas, que já é usado com frequência na indústria alimentícia e de cosméticos como estabilizante, Ramos destaca sua abundância, seu baixo custo (em contraste ao alto custo comercial do sulfato de condroitina) e o fato de ser um material de fonte renovável, garantindo sua compatibilidade com o conceito de química verde, ramo da química que busca reduzir o uso de substâncias poluentes ou que possam comprometer o meio ambiente.

 

“Além do desenvolvimento do biomaterial a ser usado em implantes ósseos, vale destacar que, ao criar uma matriz biomimética do zero e misturá-la ao tecido natural, abrimos espaço para a realização de estudos básicos”, afirma Lucas Fabrício Bahia Nogueira, pesquisador do Departamento de Química da FFCLRP e autor do estudo.

“Isso permite que pesquisadores de diferentes áreas possam entender e observar a interação dessas células com o microambiente e os mecanismos de formação do tecido mineralizado e apliquem o conhecimento também em estudos que abordam a mineralização em outras doenças, como as cardiovasculares e renais”, acrescenta Nogueira. O estudo interdisciplinar foi realizado em colaboração com o Laboratório de Nanobiotecnologia Aplicada da FFCLRP, coordenado pelo professor Pietro Ciancaglini. O artigo Collagen/κ-Carrageenan-Based Scaffolds as Biomimetic Constructs for In Vitro Bone Mineralization Studies pode ser lido aqui.

Lucas Fabrício Bahia Nogueira, autor do estudo - Foto: Lattes

Este texto foi originalmente publicado por Agência Fapesp de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original aqui

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